
Vou confessar que nunca vi muita graça em porta-retratos digitais: tenho um computador, um notebook e, se precisar, conecto um pen drive na porta USB do televisor para mostrar fotos para amigos e familiares. Mas tudo tem sua vez, e a LG me enviou para testes o porta-retratos F7000N, “irmão” (em design) da linha de TVs Scarlet, por conta de seu acabamento em preto e vermelho. E admito que mudei minha opinião sobre essa categoria de produto, que faz parte da linha de monitores da LG.
A tela tem 7 polegadas e resolução de 800 x 480 pontos. Todos os controles do F7000N estão na parte de trás do aparelho (botão liga/desliga, um joystick para navegação e três botões: acessar o menu, mostrar/editar imagens e navegar entre as opções do aparelho. As entradas para cartão de memória em sua parte inferior. A tela pode ser ajustada para modo paisagem (na horizontal) ou retrato (na vertical) e também pode ser montada na parede, se necessário, com ajuda de um adaptador.


O porta-retratos tem 128 MB de memória interna (transferindo dados por um cabo USB) e entrada para pen drives (pela porta USB na parte traseira do equipamento) e cartões de memória (padrões CF/SD/MMC/MS/MS Pro/xD).

Operar o porta-retratos é tarefa fácil: basta conectar um pen drive ou um cartão de memória (ou ainda transferir do PC com o cabo USB) e o F7000N começa a funcionar sozinho. Mas ele não mostra fotos apenas: se você gravar arquivos MP3 no dispositivo de armazenamento, as músicas viram trilha sonora para seu slideshow particular (dá para programar horário de funcionamento do equipamento, para economizar energia, e usá-lo como despertador também). Além disso, reproduz vídeos em formato MPEG-4 (é uma boa ideia para lojistas anunciarem promoções na vitrine, por exemplo).
Ao clicar no botão de configurações, temos a tela abaixo – com uma interface muito parecida à dos televisores LG.

Nas opções “Interna” e “USB”, você define quais arquivos de foto, música e vídeo serão reproduzidos. O legal é que a tela indica a posição dos botões (como aparecem menu e mostrar, na imagem abaixo), e não é preciso olhar atrás do porta-retratos para ver qual é o botão certo.

Nas configurações, dá para ajustar o brilho da tela, idioma, formatar um dispositivo de armazenamento, zerar as cofnigurações, mudar a orientação da imagem (paisagem para retrato, por exemplo) e definir o formato da imagem – como a tela do F7000N tem proporção widescreen, pode ocorrer distorção das imagens caso o usuário opte pela opção de tela cheia.

A não ser, claro, que sua câmera tire fotos na proporção widescreen (16:9), como a imagem abaixo de um delicioso (e gosmento) café da manhã de hotel:

O F7000N permite ainda definir efeitos e bordas para as imagens, além de definir uma mensagem que aparece ao ligar o aparelho. Nos efeitos, você troca a cor original por sépia, maior brilho ou preto-e-branco, por exemplo. Nas bordas, são oito tipos distintos que margens divertidas para suas imagens, como os gatinhos abaixo:

Pelo que percebi, as transições entre imagens são aleatórias – o que não é exatamente um problema para esse tipo de equipamento.

Fato: passar alguns dias com um equipamento desses me fez mudar de opinião sobre porta-retratos digitais. É um gadget que fica bem na estante de casa e que ajuda a acabar com as reclamações de mães e avós que nunca mais viram fotos impressas desde a chegada da câmera digital.
Por Henrique Martin
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