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O novo Mac Pro e Blu-Ray

Antes de tudo uma correção. Ao contrário do que foi informado, o Mac Pro não é apenas 8-Core. Embora a configuração padrão seja 8-Core com 2.8GHz (com opções de 3.0GHz ou 3.2GHz), ainda está disponível uma versão inferior à padrão com “apenas” um chip Quad-Core 2.8GHz. Essa é a configuração mais barata e sai por US$2299 (500 dólares a menos que a padrão).

Por outro lado é possível configurar a máquina mais cara, mas só por curiosidade. O chip 3.2GHz aumenta em 1600 dólares a configuração padrão, os (absurdos) 32Gb de Ram custam US$9100 a mais e a placa de vídeo Nvidia Quadro com (também absurdos) 1.5Gb adiciona US$2850 ao valor. Ocupando as quatro baias com HDs de 300Gb e 15000 rpm (mais caros que os de 1Tb e 7200 rpm) vão-se outros 3050 dólares.

A isso tudo pode-se somar dois displays de 30″, superdrive adicional, placas RAID e Fibre Channel, Airport, modem (!), teclado e mouse sem fio… ufa! Se alguém precisa disso tudo eu não sei, mas sai por US$25.047! E a configuração com as opções de software e impressora na página de customização ultrapassa os 27 mil. Mais caro que uma casa do Baú da Felicidade.

Agora, voltando à realidade…

Os benchmarks da Apple podem ser vistos nesta página. Mas como nesse assunto é sempre bom pedir uma segunda opinião, vamos lá:

Nos testes da Primate Labs, o novo Mac Pro com chip Hapertown (2.8GHz) superou o antigo Clovertown (3.0GHz) na maior parte dos testes apesar de usar uma velocidade menor para a comparação. As vantagens podem ser explicadas pela memória mais rápida (800MHz contra 667MHz) e frontside bus (1600MHz contra 1333MHz). Em compensação o novo Mac Pro ficou para trás nos testes de floating point, comparado ao modelo antigo com clock mais rápido.

Uma outra comparação entre os chips Merom e Penryn, dessa vez ambos com 2.6GHz, apontaram que o Penryn alcança uma melhora de 1 a 8% em velocidade. Em aplicativos que utilizam instruções para processamento de dados SSE4 esse ganho pode chegar a 40%. Há vantagem também na duração da bateria (de 5 a 10%) o que coloca o MacBook Pro como próximo da lista para receber chips Penryn. Atualmente o MacBook Pro utiliza o Menron (Santa Rosa). A geração anterior do Mac Pro utilizava o Woodcrest (na versão Quad-Core) e Clovertown (8-Core).

Mas e o Blu-Ray?

Pois é, ele não veio no novo Mac Pro, mas não é pra se perder a esperança. Ainda existe a possibilidade de o anúncio do Blu-Ray em Macs ter ficado para a MacWorld com a atualização dos já antigos displays da Apple. O Gui Leite comentou no blog dele sobre um email interessante que recebeu:

“todas as placas oferecidas para o Mac Pro possuem circuito HDCP, sistema criado pela Intel para gerenciar DRM, inexistente nos atuais Cinema Displays e necessário para assistir filmes Blu-Ray.

A aposta do Kevin é que a Apple teria guardado o anúncio de novos Cinema Displays para o keynote na próxima terça, bem como da disponibilidade de um drive Blu-Ray opcional para o Mac Pro (dada a facilidade de expansão da máquina, bastaria a pessoa comprar e instalar, mesmo que ele tenha comprado um dos novos modelos nos últimos dias) e para as novas máquinas da linha consumidor – quem não gostaria de assistir um filme em 1080p em um iMac 24 polegadas ou MacBook Pro de 17 polegadas?”

A Apple apóia o Blu-Ray desde 2005, mas até hoje não o colocou em seus produtos. Aliás, esse é um ótimo momento para fazê-lo. Nos últimos dias foi praticamente definida a vitória do padrão sobre o concorrente HD-DVD.

Além da Warner ter aderido ao Blu-Ray semana passada, parece que a Universal não renovou o contrato de exclusividade com a Toshiba (proprietária do padrão HD-DVD) e a Paramount também mudaria de lado, deixando todos os grandes estúdios com o padrão da Sony.

Não custa lembrar que a Fox é um dos que já aderiu ao Blu-Ray e vai lançar o DVD de “Family Guy: Blue Harvest” no mesmo dia da keynote de Jobs. Blu-Ray, Blue Harvest, sei não…

Falando em estúdios, além da Fox, a Apple também teria fechado acordos para locação de filmes na iTunes Store com Paramount, Warner, Lions Gate e Disney.

E a lista pra MacWorld vai crescendo… Como o Gizmodo definiu na imagem aí em cima, o Mac Pro e o Xserve foram só a ponta do iceberg…

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